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Feam poderá fazer parte de centro de referência da América Latina para atendimento a radioacidentados

25 de Abril de 2014/HPB

A Fundação Eletronuclear de Assistência Médica recebeu na última semana a visita de uma missão da Agência Internacional de Energia Atômica. O grupo, formado por franceses, chilenos e argentinos atende a um projeto da AIEA que quer fortalecer as capacidades de resposta médica, na América Latina, frente a emergências radiológicas e nucleares. O Objetivo é criar um sistema na América do Sul para cooperar com outros países, em caso de acidente radioativo. O Brasil, a Argentina e o Chile foram inicialmente escolhidos para serem avaliados pela própria agência e por um grupo de especialistas do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear da França e do Hospital Militar de Percy, que é quem, atualmente, detém a maior condição de atender a um radioacidentado no mundo. A missão veio com a atribuição de eleger o país e as instituições que desenvolverão um centro, que receberá transferência de tecnologia e conhecimento, além de recursos dessas instituições francesas. A América do Sul tem sido palco de graves acidentes envolvendo radiação com aparelhos de gamagrafia industrial e, invariavelmente, as vítimas foram enviadas ao hospital Percy, geralmente com grandes dificuldades de custos e idioma. Por isso, os próprios franceses alertaram a AIEA que seria interessante que existisse um sistema de alto nível de resposta na região. Nelson Valverde, consultor brasileiro da AIEA que acompanhou a visita a Feam, disse estar bastante esperançoso de que o país escolhido para abrigar o centro seja o Brasil e, a Feam, junto com instituições como a CNEN, o IRD, o Hospital do Câncer e o Hospital Naval Marcílio Dias, vai ser incluída entre as instituições que participarão do sistema de resposta da América Latina, segundo informou. A Diretora-superintendente da Feam, Dra. Teresa Leite, que apresentou as instalações da fundação à missão estrangeira, também achou positiva a inspeção. Segundo ela, ver a Feam ser indicada como uma das organizações que farão parte do centro de resposta da América Latina, caso o Brasil seja o país escolhido, traduz a importância incontestável que ela tem no cenário nacional de resposta em caso de uma emergência envolvendo radiação ionizante.